Natura anuncia compra da Avon e se torna uma das maiores redes do mundo

A fabricante brasileira de cosméticos Natura confirmou, em comunicado ao mercado, a compra da concorrente norte-americana Avon por aproximadamente US$ 3,7 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões), criando um grupo avaliado em US$ 11 bilhões (cerca de R$ 44,5 bilhões). Confira mais detalhes sobre as empresas e sobre a operação aqui neste artigo!

– Conheça a Natura

A Natura é uma empresa brasileira que atua no setor de produtos de tratamento para o rosto, corpo, sabonetes, barba, desodorantes, óleos corporais, maquiagem, perfumaria, cabelos, proteção solar, e infantil. Fundada em 1969 por Antônio Luiz Seabra, hoje está presente no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, Venezuela, França e Estados Unidos, além de outros 63 países indiretamente. O número de funcionários, chamados na empresa de “colaboradores”, atingiu 7.000 em 2013 e o de consultoras estimado em 1,5 milhão.

Natura

A Natura foi criada em agosto de 1969 por Antônio Luiz Seabra após abrir uma loja e uma pequena fábrica no bairro da Vila Mariana em São Paulo, em 1974 a empresa deixou de oferecer seus produtos em lojas e passou a vendê-los no modelo de venda-direta.

– Como ocorreu a venda

Os valores levam em conta o fechamento das ações na véspera. A operação será feita por meio da troca de ações entre as duas companhias. A Natura vai controlar cerca de 76% do grupo, e o restante será detido pelos acionistas da Avon.

A transação precisa ser aprovada pelos acionistas de ambas as empresas, bem como por autoridades de combate à concentração de mercado. A conclusão da operação é esperada para o começo de 2020. O negócio ainda está sujeito à aprovação de reguladores, mas transforma a empresa conjunta na quarta maior do setor, de acordo com o fato relevante publicado. NaturaA brasileira irá deter 76% da empresa conjunta. O restante ficará sob controle dos acionistas da Avon.

O financiamento será possibilitado mediante um crédito de US$ 1,6 bilhões que a Natura obteve perante o Banco Bradesco S.A; o Citigroup Global Markets Inc.; e o Itaú Unibanco S.A.

No comunicado, a empresa diz esperar sinergias entre US$ 150 milhões e US$ 250 milhões anuais, “algumas das quais serão reinvestidas para aumentar ainda mais sua presença nos canais digitais e mídias sociais, em pesquisa e desenvolvimento, iniciativas de marca e expansão da presença geográfica do grupo”.

Com base no preço de fechamento da Natura em 21 de março, a transação representa um prêmio de 28% para os acionistas da Avon e implica um múltiplo Ebitda de 9,5 vezes, ou de 5,6 vezes, presumindo o impacto total das sinergias esperadas.

“A Natura tem assumido um posicionamento tipo Ambev, de crescer por incorporação de outras marcas”, afirma Manoel Oliveira, da consultoria Gouvêa de Souza. O movimento começou em 2012, com a aquisição da Aesop, fabricante australiana de cosméticos presente em onze países.

Em 2017 veio a compra da The Body Shop, gigante dos cosméticos com mais de 3 mil lojas e presença em mais de 60 países, com destaque para a  Europa. Pouco depois, a Natura criou uma holding, a Natura & Co., assumindo-se como uma empresa global.

O que ainda não se sabe é se a Natura conseguirá emular o desempenho da gigante brasileira de bebidas Ambev e obter sucesso com as marcas adquiridas. “Tanto a Aesop quanto a The Body Shop são empresas que tinham um potencial de crescimento, mas não estavam acompanhando as transformações do mercado.

A Natura entrou e está procurando injetar um pouco mais de foco  e agilidade para tirar benefício. Mas ainda é cedo para dizer se ela conseguiu uma transformação no desempenho dessas empresas”, afirma Manoel.

– Principais concorrentes da Natura

Mesmo com a compra da Avon, a Natura ainda tem vários concorrentes no mercado brasileiro como por exemplo a Uniliver, O Boticário, L´Oreal, Nívea, Procter & Gamble, Johnson & Johnson e vários outros, seja porque vendem os mesmos produtos ou atuam com o mesmo público alvo da empresa.

Com este texto você entendeu melhor a compra da Avon pela Natura para que a segunda se torne uma líder global no ramo de cosméticos. Será que veremos este objetivo se concretizar? Comente aqui a sua opinião conosco!

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